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O que emerge

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Pentalogia · Malta, junho de 2026

O Grande Saque

Uma pentalogia sobre como a Europa pilha os seus produtivos antes que as luzes se apaguem.

Por Jacobus van Merksteijn · Malta, junho de 2026

★ O que emerge · Malta, junho de 2026

Um espelho para o eleitor europeu no segundo trimestre de 2026. Cinco peças, um diagnóstico, nenhuma saída de emergência.

O pentáptico em cinco parágrafos

Para quem não tem tempo de ler as cinco partes — aqui o essencial de cada parte numa só frase.

0 · Primeiro saquear, depois julgar

Um salário é o que alguém ganha com o que produz. Um lucro é o que sobra depois de todos terem sido pagos. Decidimos que esse excedente deve ser confiscado para financiar a base e o meio. Primeiro saqueamos quem nos alimenta. Depois limitamo-los para que não possam competir com a China, a América e a Índia. Depois julgamo-los quando as suas fábricas fecham. O círculo fecha-se a si mesmo — e nós, a maioria, somos os executores.

I · Diagnóstico — saqueamos quem nos alimenta

Cinco por cento da população suporta cinquenta por cento da riqueza. Na Alemanha, o DGB exige uma taxa sobre o património de dez por cento. A França e a Noruega introduziram impostos de saída. A Tweede Kamer aprovou em 12 de fevereiro de 2026, por 124 votos contra 26, um imposto sobre o património dos super-ricos. Bruxelas trabalha numa taxa mínima europeia de saída. Entretanto, 16.500 milionários saíram do Reino Unido. O mesmo padrão repete-se em Itália, Portugal, Espanha. Saqueamos a minoria produtiva mais depressa do que ela consegue partir.

II · Mecânica — as muralhas que construímos

Box 3, imposto sobre o património, impostos de saída, regimes de doação, regras de sucessão. Cada um razoável individualmente; juntos, uma armadilha da qual uma empresa familiar, um inventor, um empreendedor cada vez menos consegue escapar. A Itália abriu uma brecha com o imposto fixo 24-bis (200.000 euros por ano, vitalício) e atraiu 5.500 pessoas abastadas em dois anos. Lugano e o Ticino fazem o mesmo. As muralhas que construímos para manter os produtivos dentro acabaram por ser portões para quem quer sair — e muros de prisão para quem fica.

III · Desfecho — a África do Sul como espelho

Entre 2000 e 2020, 100.000 pessoas altamente qualificadas abandonaram a África do Sul. O rand perdeu 75 por cento do seu poder de compra. A Eskom atingiu 247 dias de cortes de eletricidade num único ano. A água urbana tornou-se pouco fiável. E os saqueadores — os que exigiam a política de redistribuição — ficaram com um país que já não os conseguia sustentar. A mesma mecânica opera agora na Europa. Quando os produtivos partem, não é o produtivo que sofre. É quem fica.

IV · O panorama político — nenhuma saída dentro do sistema

Uma esquerda europeia que saqueia com certeza moral. Um centro-direita que cede sem saber como fazer de outra forma. Uma direita populista que aponta sem construir. Uma instituição bruxelense que produz documentos mas não produtos. Organizações patronais que protestam tecnicamente mas perdem moralmente. A classe produtiva já não tem representação política na Europa. Estatística, política, cultural e moralmente só. A saída está fora da Europa. Para quem fica, já não há saída.

↓ Leia o pentáptico completo abaixo

Leia as partes

0

Peça central

Primeiro saquear, depois julgar

O círculo de injustiça em que a Europa se destrói a si mesma

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I

Parte I

Diagnóstico

Saqueamos quem nos alimenta

Ler esta parte →
II

Parte II

Mecânica

As muralhas que construímos para prender os nossos construtores

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III

Parte III

Desfecho

Por que razão os saqueadores sofrerão mais do que os saqueados

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IV

Parte IV

O panorama político

Quem quer o quê, e por que razão Bruxelas não sabe como avançar

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Jacobus van Merksteijn

Jacobus van Merksteijn

Editor-chefe do Het Open Vizier. Empresário, desenvolvedor de inovações industriais e de governação (Carbon-Alert Ltd, TerraClean Ltd, GuardSkin Ltd). Escreve sobre questões sistémicas económicas, ecológicas e políticas a partir da experiência directa com as máquinas de decisão de Bruxelas e de Haia.